domingo, 10 de julho de 2011

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Surge um buraco, um vão, um vácuo. Principio do nada, principio da queda, coração batendo sem sentido... Vazio... A folha de papel em branco, o banco de praça, a manhã que se levanta fria e deserta.

É no vazio chamado distância que vive a saudade. É o vazio entre os meus olhos e o jardim que me permite ver o jardim e o do céu que me permite ver o voo dos pássaros. Um tambor é cheio de som, mas é vazio por dentro.Quero espaço, silêncio, distância. Essa sensação única de ser eu mesmo, sensação de presença, de eterna continuidade.

Tão real quanto meu coração que bate, minha memória que recorda, minha inteligência que descobre. Somos os contatos que fizemos, o que ouvimos, cheiramos, comemos e tocamos. Quando penso, sinto, vejo e desejo, tudo o que sou se revela em mim.

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