domingo, 16 de março de 2014

IMP – fechado temporariamente para balanço

IMP – Investigação do Movimento Particular

{núcleo de pesquisa em dança}

07/03/2014 – fechado temporariamente para balanço –

No ano de 2013 o núcleo de pesquisa em dança IMP completou 7 anos de trabalho ininterrupto de pesquisa, criação, discussão, reflexão, produção e difusão em dança na cidade de Curitiba. Dizem que de 7 em 7 anos acontecem alguns fechamentos de ciclos importantes na nossa caminhada, e é bem nesta fase que o IMP se encontra hoje: fechando ciclos necessários para continuar existindo de outras formas, algumas ainda nem descobertas.

Não foi uma decisão fácil, já que todo início de ano várias pessoas escrevem e telefonam perguntando quando vai começar o IMP. E eu me sinto extremamente realizada com essa procura, pois para mim e todos os envolvidos neste projeto isso significa reconhecimento de um grande investimento de energia, junto de uma generosa dose de teimosia, nesse louco universo que é a dança contemporânea no Brasil. Mas é preciso transformar as estruturas, repensar as metodologias (ou não metodologias) e renovar os ânimos. É preciso uma pausa para re-entender o lugar do IMP no mundo hoje.

Em todos estes anos de trabalho, muitas pessoas passaram pelo núcleo e pelo Vila Arte, muitas ações foram realizadas, muitas descobertas foram compartilhadas e muita, muita dança foi impulsionada. Temos orgulho de ter participado na formação de tantos novos artistas criadores, que hoje também dão a cara das atuais produções artísticas da nossa cidade. No total foram mais de 50 IMPistas, 12 LAB_s (mostras de compartilhamentos dos processos criativos), oficinas, residências, entre outras ações tão diversas que só o dia-a-dia do IMP é capaz de revelar. Sem contar o lindo projeto que realizamos com o IMP² (núcleo 2 do IMP) no ano passado: Conexões IMP – da importância de se manter em movimento. Porque é realmente nisso que acreditamos, que é preciso se manter sempre em movimento. Portanto, esta pausa do IMP não representa parada, mas sim um movimento de mudança.

Neste momento de respiro, é fundamental agradecer a todos que, de uma forma ou de outra, acreditaram e acreditam neste projeto.

Agradeço ao Vila Arte Espaço de Dança, que desde o início abrigou carinhosamente esta ideia e que sempre deu todo o apoio necessário para a sua evolução e maturação ao longo dos anos. À Cintia Napoli, nossa maior incentivadora e orientadora fiel. À Cindy Napoli, produtora e hoje também “co-sonhadora” deste projeto. À Juliana Alves, por compartilhar comigo suas tão vivas inquietações através da nossa parceria com o Origami – União de várias pessoas para criar. Aos amados integrantes do IMP²: Douglas Sartori, Gabriel Machado, Maíra Lour, Mariana Mello e Thaísa Marques, meu eterno agradecimento pela intensa troca. A todos os integrantes que concluíram o IMP, desde a sua criação: Fetusa Tezelli, Gabriel Conte, Caroline Freitas, Alexandre Zampier, Camila Oldoni, Nina Monteiro, Lyncoln Diniz, Daniel Kleiber, Isadora Nobre, Jossane Ferraz, Carolina Beltrame, Michelle Camargo, Juliana Chinasso, Regiane Kusnick, Cinthia Lago, Ailen Scandurra, Juliana Liconti, Giulia Crocetti, Thiago Dominoni, Luciane Moraes, Helen Kaliski, Luiz Barotto, Aline do Vale, Janaína Fellini, Juliana Kis, Bel Nejur, Sarah Rosenkrantz, Bruno Mantiqueira, Diego Baffi, Larissa Lima, Laura Formiguieri e Mariana Melão. E a todos aqueles que, independente do tempo de permanência, atravessaram o IMP com suas vontades criativas e particularidades dançantes.

Que surjam novas e frescas configurações para este movimento que, além de particular, não acaba nunca.

Juliana Adur

LAB_12

o IMP e o LAB_

O núcleo de pesquisa em dança IMP - Investigação do Movimento Particular existe desde 2007 no Vila Arte Espaço de Dança em Curitiba, sob a orientação de Juliana Adur, e tem como objetivo proporcionar um ambiente de pesquisa estimulante e provocativo pautado essencialmente na experiência. Trata-se de adquirir saberes a partir de uma construção coletiva de interesses, em tempo real, porém compreendendo e acolhendo as particularidades de mover e criar de cada pesquisador. A pesquisa do IMP tem o corpo como território das experiências investigativas e os seus integrantes são artistas de áreas diversas como a dança, o teatro, a música e as artes plásticas. A fim de fortalecer a comunicação do núcleo com a comunidade, o IMP criou o LAB_. O LAB_ é um evento semestral que proporciona aos pesquisadores do núcleo a experiência cênica e que tem como objetivo aproximar artista e público, possibilitando uma reflexão a respeito das configurações investigadas por cada um e estimulando o exercício do feedback.

Os trabalhos apresentados neste LAB_ são:

- das Algibeiras de Francisca 
- Es.Tra.Da II - Espaço Disponível para Dançar
- Carcaça
- Canja de galinha não faz mal à ninguém
com Diego Baffi, Helen Kaliski, Juliana Liconti, Laura Formighieri, Mariana Melão e Regiane Kusnick

Orientação: Juliana Adur

dias 14 e 15 de dezembro de 2013

Sábado às 18h e Domingo às 16h

no Vila Arte Espaço de Dança 
Rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03

ENTRADA FRANCA

LAB_12

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

LAB_11 | Entre fragmentos, esquisitices e desarranjos poéticos

A emergência da dança se dá no corpo. Entre esses fragmentos e desarranjos poéticos, o questionamentos de Magritte nos move como disparador de uma harmonia íntima e de uma unidade de corpo em busca da não coesão. A poesia de Arnaldo Antunes se torna uma co-presença mudando a lógica dos sentidos, tratando o não senso como palavra e dança (NO TRANSLATION).

E no interstício da carne e de sua imagem, entre memória e instante, sob peles, gestos, camadas, buracos e olhares, um sentido de um não sentido se infiltra no corpo. Uma música vibra e pulsa. O espaço entre o pé e o passo.

no Vila Arte Espaço de Dança
Rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03
15 e 16 de dezembro de 2012 às 17h
ENTRADA FRANCA

LAB_11

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Há limite pra amar?

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 A Promessa

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Um Temporal de Prazer e Calma


Morte e sol. Perda brincante. Multifacetada ação feminina. Transformação do quadro. Camadas de um ato. Um temporal de prazer e calma. Fogo transparente.
A solidão, a saudade e a dor,
Eu quero pintar essa historia. Não o quadro. Retiro-me. E isso fica pra você.
O vento cola em mim as coisas perdidas no ar.
Pontos de luz brilhando, o céu em baixo.
O momento de sentir e voar. A lama do que é triste o azul do que é feliz. Pingam em mim sem me tocar.

sábado, 1 de setembro de 2012

Cartas a Um Jovem Poeta


Dê razão sempre a si mesmo e a seu sentimento, diante de qualquer discussão, debate e introdução; se o senhor estiver errado, o crescimento natural de sua vida íntima o levará lentamente, com o tempo, a outros conhecimentos. Permita a suas avaliações seguir o desenvolvimento próprio, tranqüilo e sem perturbação, algo que, como todo avanço, precisa vir de dentro e não pode ser forçado nem apressado por nada. Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz. Deixar cada impressão, cada semente de um sentimento germinar por completo dentro de si, na escuridão do indizível e do inconsciente, em um ponto inalcançável para o próprio entendimento, e esperar com profunda humildade e paciência a hora do nascimento de uma nova clareza: só isso se chama viver artisticamente, tanto na compreensão quanto na criação. Não há nenhuma medida de tempo nesse caso, um ano de nada vale, e mesmo dez anos não são nada. Ser artista significa: não calcular nem contar; amadurecer como uma árvore que não apressa a sua seiva e permanece confiante durante as tempestades de primavera, sem o temor de que o verão
não possa vir depois. Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade, sem preocupação alguma. Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato: a paciência é tudo!

Rainer Maria Rilke 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Linguagem verdadeira

Perfeição sagrada.
Contato puro.
Eu danço,
Balanço,
Transponho,
o silêncio tão repleto,
tão cheio,
de movimento.

Lu

segunda-feira, 9 de julho de 2012

10ª

Ontem pensei:

meu Deus,
é a 10ª vez que chego no Vila Arte para limpar e organizar o espaço para o LAB_
é a 10ª vez que fico preocupada se vai ou não vai dar tempo de arrumar todas as coisas, especialmente a luz
é a 10ª vez que preparo um café com a ajuda da Padaria América
é a 10ª vez que explico para o úblico o que é o IMP e o que fazemos
é a 10ª vez que fico nervosíssima operando o som de todos os trabalhos
é a 10ª vez que me sinto meio mãe de todos os artistas
é a 10ª vez que abro e fecho uma roda de feedbacks
é a 10ª vez que fico organizando o Vila até ele voltar a ser o que era antes

Esse "aniversário" de 10 anos de LAB_ me fez pensar muito sobre as questões que venho estudando sobre permanência. Os passos novos que ainda somos capazes de dar a cada ano. O persistir. Confesso que às vezes me sinto um pouco cansada, mas quando vejo o resultado disso tudo meu coração se acalma. Sempre vale a pena o esforço. Aos que me ajudaram a construir mais esse LAB_, o meu muitíssmo obrigada! É a arte, o olhar, o deslumbramento, o comprometimento e o esforço de cada um que não me deixa desistir.

E que venham outros muitos LAB_s pela frente!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

LAB_10

O LAB_ é um evento que ocorre semestralmente no Vila Arte Espaço de Dança desde 2007, com o intuito de gerar um espaço de compartilhamento e reflexão sobre modos de criação em dança contemporânea e sobre o exercício de dar feedbacks para trabalhos ainda em processo. Em sua 10ª edição, o LAB_ apresenta 7 trabalhos investigativos desenvolvidos neste 1º semestre de 2012 pelos integrantes do núcleo de pesquisa em dança IMP - Investigação do Movimento Particular. São eles:

Gestô
Façamos parte um do outro. Façamos parte, façamos.
Artistas-criadores: Juliana Liconti, Luciane Moraes e Thiago Dominoni

8 de Julho de 2012
Depois disso acontece alguma coisa. Depois disso não acontece coisa alguma. Amanhã é dia 09 e ...
Artistas-criadores: Thiago Dominoni e Cínthia Lago

Das Tripas Coração
Faminto, devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto, ainda devorou o uso de meus utensílios.
Artistas-cridoras: Cínthia Lago e Regiane Kusnick

Eu que já joguei pétalas ao vento, hoje me equilibro em espinhos
O poema que eu fiz, agora já não é mais meu.
A dança que eu fiz já não é mais minha
Artista-criadora: Regiane Kusnick

Sussurros Paradoxais
Palavras desconexas perdidas na dualidade de um universo sincrônico
Artistas-criadoras: Juliana Chinasso, Vanessa Corina, Yara Rossatto e Giulia Crocetti

Seria todo lo que se rompe por el hipo alborotado
Innumerables sensações de pó cinza de construção inacabada
Artista-criadora: Ailen Scandurra

Ardor
Ardor que dá vida, movimento, ação. Que me impulsiona a viver, a sentir, a ser. Que cria, que é. Amarelo. Que pode ser envolvente, fluxo, circular, onda, rodavida, mas no mesmo momento, pode queimar, criar, pintar, impulsionar, alavancar, chama, movimento, ser.
Artista-criadora: Juliana Chinasso

Orientação: Juliana Adur

Colaboradora | Fotógrafa: Hannay Menegon Cordeiro

apoio: Vila Arte Espaço de Dança e Padaria América

no Vila Arte Espaço de Dança
dia 08 de julho de 2012 às 17h
Rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03
Contatos: 3233 - 8034 | 9992 - 5140
nucleo.imp@gmail.com
ENTRADA FRANCA

visite nosso blog: www.movimentoparticular.blogspot.com

LAB_10

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sê grande e inteiro!

"Para ser grande, sê inteiro.


Nada teu exagera ou exclui.


Sê todo em cada coisa.


Põe o quanto és no mínimo que fazes.


Assim, em cada lago, a Lua toda brilha porque alta vive."


Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Canto do Povo de Um Lugar

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite


(Caetano Veloso)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ya .. ya te entiendo .

http://movimentoparticular.blogspot.com.br/2011/10/sobre-esa-cosa-que-no-se-sabe-que.html

Uma pequena resposta àquele outubro :



- Ya no se bien si necesito mandarla de vacaciones.. Quizás, ahora, apenas necesite transformarla y hacerla parte de mi. Que abandone su posición de tumor maligno y pase existir como un pedazo de mi intestino, que sea mi saliva, mis plaquetas, mis ovulos y mis globulos.

Ya no quiero vomitarte, ya no quiero expelirte, ni maltratarte. No quiero mandarte de vacaciones y ya no necesito definirte con un nombre o un numero. Te pido disculpas. Ya puedo entenderte.

Tu existencia insistente ha tomado parte de mi como un sistema acoplado al que ya estaba en actividad.

Eres parte de mi , a ti te devo el color de mi pelo .

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ah, se a vida fosse um caderno!


Ela – Você acaba de ganhar mais uma estrelinha.
Ele – Ah é? Quantas eu tenho?
Ela – Não sei, nunca fui boa com números, na escola era uma negação em matemática. Sempre preferi qualidade à quantidade. E também não adiantaria nada você saber, não teria como comparar. Cada pessoa, uma estrela diferente: cor, tamanho, textura, espaço vazio ocupado, é tudo diferente! Não gosto de encontrar semelhanças, busco sempre o desvio. Aquele pequeno traço que, na tentativa de imitar, foi um pouco mais para esquerda e mudou tudo. Uma dança feita de diferenças em um caderno de caligrafia. Gosto de dançar no improviso, entre quedas e tropeços, a cada nova esquina da vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O Meu Meio

Vontade de chorar......
lágrimas de pedaços, pedaços de entranhas, de carnes, de barro, de bichos, de vísceras.
Do Meu Meio, semeia pequeno, cresce, cresce, cresce, aumenta,
se expande, se contamina, alimenta, materializa, consagra,
cria vida própria
liberta e estoura o todo
transformando num sopro,
num tilintar leve
estalando.

Blue Blue

Hoje resolvi navegar, simplesmente porque gosto do balanço. É bom olhar a água passando rápido embaixo de nós, os respingos salgados. Cada pulo do barco sobre as ondas pareceria querer me levar para o alto e para o fundo, para o alto e para o fundo...
Aquele mar virou um chão! Um grande chão espelhado e cheio de rugas. Então o que era chão virou céu e o que era céu virou chão. Podemos mergulhar no céu, você sabia? Lá também falta oxigênio, até que se aprende a não respirar: assim posso ir para onde eu quiser. Blue. Será sempre azul profundo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Experiência de meus pés e Corina.


Enquanto meus ouvidos percebiam a voz dela eu consegui "materializar-me" em minha mente. Soube de meus pés que nem são grandes e nem são pequenos. São grandes e pequenos. Achei um charme pensar na dimensão dos meus pés. Experienciar a dimensão de mim. Também falou de meu rosto, meus lábios... A voz dela correu o espaço a nossa volta dizendo que sou bonito. 
Bem, o corpo esconde tanto.
Com a voz dela abro a percepção de que somos uma lente de aumento disfarçada. Então, minha alma sorriu naquele instante e meus lábios acompanharam a sensação.


O exercício foi generoso e Vanessa (moça dos olhos de mãe) tem uma presença linda.
Em outro instante de vida no exercício passo a observar o corpo dela. Lembro precisamente do brilho do olho direito que acompanhava o mesmo brilho nas unhas da mão esquerda. E tinha um efeito todo elegante. Pena que não sei desenhar mas, a mente fotografou bem. 
Estou apaixonado por mim. Graças a Vanessa que foi o cúpido de toda a história. Sou escravo do meu amor atuante em vida. As vezes sinto que minha existência flutua no ar. Estou fragmentando minhas reflexões.
Meus dedos doem. E essa dor física causa reação no meu corpo. Tenho a certeza que estou vivo e quero dançar mas, dói. A dor aqui é boa. Que fique claro. Não estou sofrendo só estou ressoando no universo.
E isso já esta ficando pessoal demais e a ideia era refletir sobre as potencialidades do meu corpo.


* Como disse, é um charme pensar nos meus pés e na dimensão de mim. rs.

sábado, 7 de abril de 2012

"São dois pra lá, dois pra cá"

Balancei no barco da solidão
mas, não estava só
não estava só

Meu coração chove novamente
tão sinceramente, me ouve?
quanto amor que não estava só.

Meu corpo coreografou instantes
de ontem
semanas passadas

Caminhei muito
e meus pés enquanto dançavam libertaram-se
do asfalto quente
Me ouve?
Tão contentes!

Como é possível o cansaço desaparecer dentro do cansaço?
Como é possível tanta impossibilidade possível?

Deus, como é possível dançar só em conjunto?