'Umedecendo silenciosamente a raiz do tempo', como sugere o poeta Yoshimasu, percebe-se que sempre foi assim. O que muda é a possibilidade que a arte, a ciência e a filosofia têm nos mostrado nos últimos anos, mas poucos conseguiram enxergar com clareza: é da experiência que emerge a conceituação e não o contrário. As fronteiras entre o corpo e as teorias do corpo estão definitivamente implodidas. Mas para testar essa hipótese não basta estar vivo. É preciso fazer da vida um exercício político de produção sígnica e partilhamento do saber.
Tudo isso tem motivos de sobre para acontecer, mas é principalmente para não romper a natureza própria ao corpo e perecer diante da estagnação e da falta de amor."

