terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Inscrições 2012




I M P - Investigação do Movimento Particular
{núcleo de pesquisa em dança}

O IMP - Investigação do Movimento Particular existe desde 2007 no Vila Arte Espaço de Dança e tem como objetivo proporcionar um ambiente de pesquisa em dança estimulante e provocativo, pautado essencialmente na experiência. Trata-se de adquirir saberes a partir de uma construção coletiva de interesses, em tempo real, porém compreendendo e acolhendo as particularidades de mover e criar de cada integrante. Nossa pesquisa tem o corpo como território de passagem das experiências investigativas, mas os desdobramentos desses corpos dançantes são infinitos.
Orientação: Juliana Adur

Visite: www.movimentoparticular.blogspot.com

Início: 02 de março de 2012
Sextas-feiras, das 9h às 11h
Inscrições até 29 de fevereiro
VAGAS LIMITADAS*

* Os interessados deverão entrar em contato com o Vila Arte Espaço de Dança agendando uma conversa com a orientadora. A inscrição só poderá ser efetuada após a realização desta conversa.

O Vila Arte é um espaço voltado para os estudos do corpo na contemporaneidade que acredita na formação de multiplicadores de arte. Além dos cursos regulares de dança é também sede da desCompanhia de dança, dirigida por Cintia Napoli e ainda promove eventos como o Café com Dança e o LAB_, mostras compartilhadas com o público.

Juliana Adur é formada em Educação Física pela UFPR e pós graduada em arte contemporânea pela UTP. Realizou a Formação Intensiva Acompanhada do c.e.m - centro em movimento (Lisboa/PT). Atua na desCompanhia de dança como bailarina e assistente de direção e na Súbita Companhia de Teatro como atriz e orientadora corporal. É professora de dança contemporânea no Vila Arte Espaço de Dança e orientadora de um grupo de preparação corporal para atores e bailarinos no Pé no Palco Atividades Artísticas.

Informações e Inscrições:
Vila Arte Espaço de Dança
Rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03
Centro - Curitiba/Pr
41 3233 8034 / 9992 5140
contato@vilaartedanca.com.br
juliana.adur@hotmail.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

dessa mania de se querer dar nome a tudo. e meter o tudo em caixinhas rígidas (e ilusórias)

"Tinha usado a linguagem como um animal, ele tinha renunciado à sua cabeça, renunciado a ser, pela língua, o mestre das coisas. Ele tinha proibido a si mesmo nomear o que quer que fosse. Para ir às coisas, para descer, ver mais baixo. Ele tinha aceitado ver coisas sem ter palavras para designá-las. Tinha renunciado a nomear. Até que todos os objetos em frente estivessem a igual distância, sem inteligência, sem apreensão, sem compreensão, sem ação possível. O mundo lhe era incompreensível porque ele havia renunciado a nomeá-lo, a segurá-lo na sua mão. Ele ofereceu sua língua às coisas. Ele não fazia mais diferença entre o mundo e seu pensamento. Ele estava rodeado de objetos interiores e lugar algum no mundo; ele estava inteiramente fora."
Valère Novarina

in "O teatro dos ouvidos"

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




tumulto de não saber aonde se está
curva
um caminho a seguir
- segura minha mão?
passos cambaleantes 
luneta mágica pra enxergar distante
não esquece de olhar aqui, está bem? 
não esquece de pisar, aqui.

aaah, esses sapatos apertados me matam!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Olá queridos IMPistas!

Coloco aqui o pequeno treço que li no feed back de sábado. Esse treço está no catálogo da exposição da artista Rosângela Rennó - "Notas de um turista transcendental", na caixa cultural.

"Para Rosângela Rennó, o turista transcendental seria, então, aquele que, ao viajar para um lugar, traz junto a memória de um outro lugar. Na memória do turista transcendental as lembranças pululam e proliferam, e cada lugar, cada objeto, cada monumento atrai e superpõe todos os lugares, todos os objetos, todos os monumentos. Assim, as imagens - as lembranças - , se deslocam, se confundem e se sedimentam em camadas diacrônicas".

"O turista transcendental é, então, aquele que, ao viajar para um lugar, traz junto consigo a memória de um outro lugar".

Foi muito bacana saber que estamos conectados de alguma forma e tratando do mesmo assunto!

Grande abraço a todos!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

duma viagem, duma bagagem, dum algo que não cala - que não quer calar

Esse foi o ano no qual mais viajei. Conheci tantos tantos lugares novos, terras que ate então não sabia que existiam e como. Fiz belas, longas, curtas e dolorosas viagens. Fui, em muitas delas, com a mala vazia. E, apenas, disponível. disposta a encontrar o que quer que fosse, porem sem expectativas. Há uma, em particular, que sim atingiu um grau de desterritorialização e desorganização profundo.
Dei o primeiro passo e entrei nessa estrada com as mãos livres, a mala leve, o coração vazio. Dispus-me a caminhar. Percorrendo um trajeto que, sim eu sabia, seria inapreensível e intransitável uma segunda vez. Um trajeto que, em suma, não teria volta e que, de alguma maneira se fechava a cada passo que eu dava. e quanto mais eu andava mais ele se alargava à frente. Porém não me era permitido olhar para trás. Não me era permitido olhar para trás sem que isso - que me fechava e não me permita voltar - me ferisse. Sim; olhar para trás era como uma ferida.

Eu seguia, pois. E seguia feliz. E ainda disponível. E ainda disposta a estar sempre, com generosidade. Aos poucos  e sem perceber enchia-me de pequenas coisas, instantes partilhados, momentos descobertos. Enchia-se minha mala. Avolumava-se meu coração.
Eu segui por veredas nem sempre tão lógicas. Tive também que cortar arbustos para poder passar - apenas minha flexibilidade às vezes não era suficiente.
Fui carregando coisas pelo caminho. Fui me agarrando em lembranças como se elas pudessem fazer com que eu voltasse naquele ponto da estrada que muito me encantava mas que já estava engolido por um material intransponível. Eu, tola, muitas vezes insistia (e, ah, insisto ainda) em dar passos que conduzissem a um lugar que eu constantemente construía de acordo com os passos de quem me acompanhava. Pois, sim, às vezes havia companhia.
Mas eu sempre estive sozinha. Custava acreditar, custava admitir isso pra mim mesma mas eu sempre estive sozinha. O conforto, passageiro, do passante que por vezes seguia comigo me esmagava, justamente por ser passageiro, em minha natureza de para sempres.
Mas o passante tinha sua própria estrada. E nem sempre estava disposto a alterar sua rota para caminhar comigo. E eu, tampouco, nem sempre podia abrir mão de minhas vontades para seguir num outro rumo. Mas, nessa viagem, eu abri. Eu abri mão de minhas certezas, eu abri mão de um caminho bem traçado, eu imergi no desconhecido. Eu me pus a caminhar sem a certeza da chegada. E construí cada passo como algo novo - e realmente foi. Cada passo foi o inesperado. E o caminho me oferecia muitas coisas nas quais me agarrar. Eu enchi minha mala. E essa mala história passou também a me guiar. a guiar essa minha espera de um futuro com[partido].


No entanto, surgiam indícios. Não adianta dizer que não. Eles estavam ali o tempo todo e talvez eu mesma tenha ajudado a construí-los. Mas surgiram indícios de que havia uma falha grande nesse território, um quase abismo comprimido.
Mas eu me recusava a olhar - e a cada recusa ele aumentava e aumentava e aumentava até o ponto em que tudo ficou insustentável e passou a cair. Meu mundo começou a desmoronar. Eu desmoronei. A minha mala se foi e com ela o meu futuro arbitrariamente por mim mesma construído.








Minha mala hoje - uma caixinha de lembranças - guarda ainda alguns recuerdos. Um envelope com um convite dentro, uma embalagem de um chocolate, uma entrada de cinema de um filme visto há muito tempo, o ingressos de um espetáculo esperado, umas palavras, biutiful, as passagens das viagens feita nessa, tão grande, que tudo abarca. Não são muitas coisas. Apenas alguns papeis que, por si, pouco significam. Mas que ganham dimensões inimagináveis quando olhadas com  o olhar-bagagem de meu coração.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

LAB_09 BAGAGEM danças que carrego comigo


O projeto BAGAGEM IMP deseja carregar pelo mundo as experiências, danças e memórias dos integrantes do núcleo, assim como compartilhar com o público as reverberações dessas experiências pessoais que hoje estão incorporadas no coletivo através desta mostra de processo de criação. No LAB_09 apresentamos a primeira etapa de realização deste projeto, composta por 4 cenas interligadas e elaboradas a partir de diferentes pontos de vista sobre nosso tema de pesquisa.

O conceito de olhar estrangeiro, daquele que vê pela primeira vez, a sensação de estranhamento ou de fascinação pelo novo, pelo outro, as fronteiras que delimitam espaços, a adaptação e a contaminação são elementos que nos transformam internamente, transformam nossa relação com o mundo e porque não dizer transformam nossa relação com a própria arte, com o movimento. É com este olhar estrangeiro que aqui estamos, dançando as danças que carregamos.

Artistas Criadores: Ailen Scandurra, Bel Nejur, Carolina Beltrame, Cínthia Lago, Douglas Satori, Gabriel Machado, Juliana Chinasso, Maíra Lour, Mariana Mello, Michelle Camargo e Regiane Kusnick
Orientadora: Juliana Adur
Colaboradores: Alexandre Zampier, Bruno Bezerra, Cintia Napoli, Daniel Kleiber, Juliana Kis e Sarah Rosenkrantz

Realização: IMP - Investigação do Movimento Particular e Vila Arte Espaço de Dança
Apoiadores: Pé no Palco Atividades Artísticas, WTF?!filmes e Padaria América

dias 19 e 20 de novembro, às 18h no Vila Arte Espaço de Dança
rua Saldanha Marinho, 76 - sala 03 | contato: (41) 3233 8034
entrada franca

domingo, 13 de novembro de 2011

pensamentos

Estou longe
pelo que eu sei
longe
pelo que eu sinto

diga-me quem eu sou
para que eu possa me ver
meus olhos, minha pele, meu rosto

pintar o meu retrato
e enquadrá-lo
pendurá-lo
na parede

quando eu for mais velha, vou poder olhar para trás e lembrar de quando a vida se encaixava em uma moldura