sexta-feira, 28 de maio de 2010

corpo respirado, retrato sensorial


um primeiro corpo que dança e gera sensações em corpo segundo, que a partir de movimentos (uma dança pinturística) retrata atraves de tinta o papel. esse papel colado com sensações irá com_partilhar um caminho com o primeiro corpo, que dança em hora exata e dança suas sensações até chegar a um proximo lugar, que desconheço, mas que será compreendido, ou não, por esse primeiro corpo.

Dessa tal conexão e desse espaço

Como me mantenho conectada? Como lidar com meu desejo de soltar-se, de ficar, de ir, voltar, agir independentemente? Como ser eu mesma e agir por mim mas conectada aos outros? O que fazer com alguma insegurança? Eu sei propor?
Meu entendimento se fez diferente quando percebi que o simples fato de estarmos ali, com a intenção de estarmos, naquelke lugar, com aquelas pessoas, naquela manhã e como generosidade e disponobilidade já nos conectava. E juntos ou separados mantinhamos o elo e criavamos de acordo com cada pessoa desenhos específicos e histórias únicas, embora todas permeadas por esse lugar de encontro, atravessadas pela atmosfera única, bela mas transitória que construíamos.
Porque a conexão, o ritmo, o fluxo e a energia, não implica em agirmos da mesma forma. Então, dali a pouco eu via pessoas fazendo algo, virava e quando voltava estávamos no mesmo movimento, não como quem copia; como quem, conectados, impulsionam-se a resolver seus problemas de forma semelhante. E, mesmo quando diferente percebia-se na intenção que se estava muito próximo.
Segurávamos a sala juntos.
E o melhor aqui é que o espaço aparece mesmo como algo palpável. É possível sentí-lo, vivê-lo, experenciá-lo e, em nossos corpos, torna-se até mesmo visível.
Espaços-fragmentos construídos unica e diferentemente a cada encontro, a cada descoberta. Espaço, pois, como resultado dessa nossa conexão, tão variável mas tão constantemente presente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010


http://www.iphotojournalist.com/photography/dance4/index.htm?detectflash=false&

sábado, 22 de maio de 2010

O que é essa tal conexão afinal?


É uma energia? É um toque? É um olhar? É uma resposta ao movimento do outro? É um movimentar-se que leva o outro junto? É carregar um grupo inteiro na sua movimentação? É uma intenção de estar junto com o outro? Junto com o grupo todo? Estar ligado para perceber o que o outro está fazendo sem parar de fazer? Qualquer coisa que eu fizer estando com essa intenção implica numa conexão? Ou conexão é algo objetivo, material, que diz respeito a corpos produzindo uma movimentação conexa, ligada, visceralmente uma só, com uma mesma direção e intencionalidade (objetivo e subjetivo num só)???

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Bomba, para dançar isso aqui é bomba..."

O corpo está na rua ou a rua está em nós?
O que me move? O que eu movimento?
Eu bombardeada de apelos visuais, sonoros, corporais, humanos, vivos...

Dançar quem sou, aonde sou, aonde quero, porque sou... Dançar meu ser bombardeado e que bombardeia!

domingo, 2 de maio de 2010

a rua

" a paisagem (que se move), que está imovel, move-se dentro de si"
Ferreira Agular

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estar, no aqui e no agora...

Olá, meus queridos!

O encontro de hoje foi sensacional, hein!

Eu fiquei pensando algum tempo sobre o que fizemos e o que conversamos e percebi o quão difícil é dimensionar tudo isso que estamos vivendo. Dimensionar, entender, chegar a alguma conclusão. Mas acho isso ótimo porque nos coloca em um estado permanente de busca. Aí, resolvi compartilhar com vocês um pouco das minhas impressões sobre hoje e sobre essas questoẽs que me foram surgindo e creio não serem só minhas.

"Era uma borboleta preta com amarelo e marrom. Ela ajustava-se à nossa sombra que, em certo ponto, unia-se. Posicionava-se engraçadamente no meio como que para desfrutar de tudo. As pessoas que passavam não a percebiam. Por que não a percebiam? Singela, simples, natural, essência. Nela tomava forma toda a vida que havíamos constatado. Corpos, pessoas e rostos. Para todos os lados...
A vida pulsava nas pedras, no ferro, na água. A vida pulsava na água e no Sol. Até mesmo naquela folhinha já meio decomposta na fonte, como que para fechar um ciclo.
Céu; elementos imensos, como a vida o é. E em pequenezas como nas pombas que devoravam o bolo sem se preocupar com quem passava assim como as pessoas que passavam pela borboleta e também não se importavam com ela."

Porque essa sensação, desse viver, é liberdade. Mas liberdade, a vejo não como se fazer o que se quer mas sua postura ao assumir aquilo que deve ser feito. Como você faz escolhas?
Assumir uma postura libertária ou libertadora é a única (talvez não a única, mas a mais sincera) maneira de existência. E aí, a organicidade bota sem nem sequer pensarmos nela porque ela se torna natural. Porque a organicidade é inerente à existência. Existência como existir no mundo e não apenas estar nele.
Como é fascinante esse estado em que abrimos nossos poros para deixar que os estímulos e as coisas nos atravessem e gerem impulsos, movimento, dança. A ideia de se pôr em dança amplifica a disponibilidade. E aí, nesse estado, nos sentimos existindo.
E ele nos escancara a existência. A grandeza da nossa existência e ao mesmo tempo sua pequenez e efemeridade diante desse universo imenso e infinito. O ser humano também é infinito mas são infinitudes... diferentes. (Ah sim, como se pudéssemos conceber o infinito!!)
Como, a todo momento somos estimulados e bombardeados por tudo! Mas não nos presentificamos, de modo que não percebemos esse excesso que chega a ser brutal.
Como nós estamos sempre de passagem! Parece que vivemos indo... Mas chegamos? Chegamos aonde? Como presentificarmos mais, vivermos mais? è possível esse estado de porosidade sempre?
Passei a me perguntar até que ponto é possível estarmos nesse lugar, experenciando tudo mas pensando ao mesmo tempo. Até onde vai meu pensamento? Em que medida ele determina a ação? Ou, em que medida ele serve como consciência das percepções? Nesse estado de eminência o pensamento existe? Existe enquanto o quê? Como o quê? Como mediador, como agente, como observador?
Seria essa eminência desse estado o que mais aproxima o pensamento da ação? O racional do orgânico e o saber da experiência?

Beijos a todos e um ótimo fim de semana!

P.S: Achei o máximo o fim da parte do texto que lemos no encontro (a citação), justamente hoje, a última linda manhã de abril, depois de um mês tão chuvoso. Inspirador...